domingo, 20 de janeiro de 2008

And Imodium Rapid Ruins The Day

O mais belo anúncio da televisão portuguesa. A minha sorte é que não sou uma pessoa sensível, pois este anúncio tem especial sabor às horas de refeição, nas quais faz questão de passar. O mercado da diarreia deve render bem porque esses momentos são prime time! Lembro-me bem a quantidade de vezes que passou na época Natalícia! E ainda bem, pois a grande frase deste anúncio é: “A diarreia aparece sempre nas piores alturas…”. Este é o mais recalcado desejo escondido de toda a população mundial, que é aquela vontade quase incontrolável de ter um acesso de diarreia desenfreado on the spot! Ainda este Sábado, levantei-me, com a maior languidez do Mundo, chego à varanda perfumada com os mais bucólicos perfumes, tendo os meus ouvidos generosamente acariciados pelo riso de gente de bem com a vida, o Sol vai alto e convidativo ao carpe diem, nisto digo de mim depois de um profundo e satisfeito sorriso:

– É pá! Mas que belo dia para pintar à pistola!

E com o mais belo sorriso, natural do mais do que merecido descanso do guerreiro, dirijo-me a um fiel companheiro de loiça, que me ajudará a passar belos momentos de contorções de dor, e receberá sem reclamar jorros de shit sem fim. Berrarei com satisfação:

– Ah! Veio mesmo a calhar!

Fonte da imagem: http://anatomias.mediasmile.net/index.htm

domingo, 9 de dezembro de 2007

A MG34

Como tive oportunidade de receber um belo livro com informações de altíssima relevância, decidi partilhar convosco:

A Maschinengewehr 34 foi desenhada por engenheiros na fábrica da Mauser em Obendorff. As principais características desta soberba metralhadora incluem a rápida mudança da culatra, a conexão da maioria dos componentes ser realizada por patilhas de baioneta, um sistema de recuo combinado com um esconde flashes. Um sistema onde a pressão nas partes superiores e inferiores do gatilho produziam uma pressão que permitia fogo semi-automático e automático respectivamente. Em termos gerais, a MG34 não era tanto uma leve/media metralhadora, mas sim a primeira metralhadora do mundo que servia para todas as ocasiões. Na sua forma leve, podia ser assente num bipé, quando montada num tripé Dreifuss 34 podia ser usada como arma anti-aérea. Para um papel de metralhadora pesada a MG34 era instalada num tripé Lafette 34, que também podia ser adaptado para fogo anti-aéreo. Havia a disponibilidade de inúmeros suportes para adaptação a veículos armados e fortificações. A MG34 entrou em serviço em 1936 e permaneceu em produção e em serviço até 1945. Era uma excelente arma, especialmente pela sua notável pontaria e elevada cadência de fogo (superior à grande maioria das metralhadoras de hoje!). A maior “falha” da MG34 era o seu elevado custo de manufactura e de tempo de construção.

Especificações:

Calibre: 7,92 mm

Comprimento: 1,219 m

Peso: 11,5 Kg (com o bipé)

Velocidade da munição: 755 m s-1

Cadência de fogo: 900 rpm (rounds per minute)

Alimentação de munição: cintos de 50 balas, clips de 50 ou de 75 balas


MG34 no tripé Lafette34


Text Source: Peter Darman, Small Arms Of The World, Military Handbooks

Um especial obrigado a quem me ofereceu o livro

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

"Lisboa! O que fazes tu?!"

O povo está faminto filósofo Sócrates. As tuas palavras deixaram de encantar, e agora chegou a altura dos lisboetas atacarem o assador gigante. Irão devorar o terreiro do paço, engolir cada castanha que esteja à vista. Rebelião! Aí Sócrates virá pedir que venha o batalhão islamista, versão curda da facção Judeia, da extrema-esquerda do partido mais à direita possível da parte sul do norte muçulmano. Mas nós seremos implacáveis. Não queremos pseudo-engenheiros.
Até o rei de Espanha te irá pedir com clemência para te calares. O Luís Filipe Menezes tentará imitar Zapatero, e pedirá educação aos políticos. O nosso batalhão dará uma aula de boas maneiras de como explodir castanhas. E por 2,5€ encheremos os neurónios com bebidas alcoólicas. Encaixaremos quase 25 milhões de euros na pinga. Serão entregues directamente na sede do PSD da vila mais baixa do cume de cima uma percentagem de 0.00001 %. Contributo do qual irá totalmente para as Santanetes. Porque nós gostámos de ver flash interviews com a mínima qualidade possível.
Abrem os ouvidos. O Papa já deu a lição aos bispos Portugueses.

domingo, 21 de outubro de 2007

A magia de Portugal

Nós, Portugueses, não fazemos mal a ninguém, a não ser a nós próprios. Como é que o resto do mundo pode não gostar de nós?

Turquia! Mas que fazes tu?

Ui mas o que é que se passa aqui? Quem disse que o único país de a invadir outros era o estados unidos da america! Não, não! Temos outro país que se acha pujante suficiente para invadir outro! Ah grande Turquia! Mas estou triste, porque não sei bem o que realmente se passa, nem mesmo o que não se passa realmente. É que nem as notícias falam nisso direito. Já fui ao site da euronews mas nada falam em relação a isso. O que me faz concluir que esta acção militar está isenta de opinião dos media. Isto quer dizer que os sistemas políticos dos países interessados no tema foram apanhados de surpresa, porque não tiveram tempo para decidir estratégias e falcatruas com as quais inundar a população de forma a ter dela o out-put pretendido. O que me faz preocupar um pouco, porque as balélas já vêem tarde, e a acção tem de ser tomada já! Isto pode levar a que o sistema entre em oversteering e que haja merda da grossa. Tenho pena de não saber mais sobre o assunto, mas decerto que as coisas se vão escalar a uma velocidade estonteante. Ou então esmorecem num impasse estupidificado, como tantos outros conflitos. Veremos...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Ah grande Cid!

O José Cid, esse grande mito, disse a seguinte brilhante piada no programa "Boa Noite Alvim" ou assim uma cena na Sic Radical.

"Duas velhotas vêem na televisão o Mário Soares a discursar na língua da cidade das luzes, nisto vira-se uma para outra:

- O Mário Soares fala tão bem francês que até nós percebemos!"


Fantástica!


quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Panorâma Musical - Parte 2

Hoje venho vos falar de mais uma música que mexe comigo, num misto de amor/ódio (claro que exagerando bem as coisas), é que ainda não percebi bem se tolero a musica ou se a não suporto. Isto porquê? Talvez depois da descrição da musica consiga concretizar melhor esta minha duvida:

A musica é: Umbrella, da Rihanna.

E o clip começa assim, Jay-Z dá os ares de sua graça, numa cascata de fogo artifício, tal qual como nos casamentos de hoje em dia, onde são realçadas as suas extra large sapatilhas douradas. Claro que isto só acontece depois de termos visto de relance a grande cantora da música num estilo ao que me atrevo a denominar de gótico um tudo nada fraquinho. Mas pronto, tudo corre bem, eu curto a voz do Jay-Z, apesar de ter de confessar que ainda não dei a devida atenção ao que ele diz, mas aposto que não é nada do outro mundo. E pronto como é óbvio o Jay-Z dá o seu cheirinho e baza de cena. Agora daqui para a frente é só Rihanna! E eu até acho a miúda gira pá. E lá vai ela para, a meu ver, a melhor parte do clip, em que ela está vestida de branco enquanto faz uma coreografia harmoniosa salpicada com efeitos especiais enquanto profere o cerne da letra. Isto é, que fica com o moçito dela independentemente das dificuldades e que gosta muito dele e tudo e tudo. Oh pá... eu gosto destas coisas românticas pá! Mas eis que chegamos ao refrão…

Ei… O refrão…

Ui!

Vou ter que o transcrever, escrevendo umbrella como ela diz:

Under my umberélla

À à, é é

Under my umberélla

À à, é é

(E o agora o fim que é para partir tudo!)

Under my umberélla

À à, é é, é é, é é!

O que é isto!? Eu já ouvi muita coisinha nesta vida, e coisas bem ousadas, desde Canibal Corps passando pela discografia completa do Zé Cabra, até aos saudosos hit singles do Saúl. Mas nada me preparou para isto! É de facto revolucionário!
E aqui entram os meus conflitos internos, é que se analisarmos isto a fundo, é deveras um refrão ridículo. Tipo: rídiculo! Ou em bom britânico: pathetic! Mas o pior de tudo é que se um gajo leva isto no gozo e começa a cantar ao longo de um dia inteiro a porcaria do refrão num dia de trabalho de agricultor, em que para piorar as coisas alguém está presente para alinhar na palhaçada (neste caso o meu irmão), é possível curtir-se milhões! Tentem imaginar.
Num local 100% bucólico, muito longe de qualquer vestígio de civilização, onde os passarinhos a cantam sem mais nenhum som a incomodá-los, nisto soa a todos pulmões:

Under my umberéla!

À à, é é!

(Segunda voz, não menos sonante)

Á à, é é, é é, é é!

E assim se passa uma infância. Aconselho vivamente que o façam no vosso local de trabalho favorito! Não há nada melhor para dar "ritmo" ao desenrolar das obras.

O clip prossegue, como previsível, com umas coreografias com guarda chuvas, e aqui à algo que me intriga e bastante! Há uma parte em que ela (supostamente) anda em bicos de pés tal como uma bela bailarina profissional, mas… Nunca se vê a imagem completa. Isto é, ou só se vêem os pés, ou só se vê a moça (sem o plano dos pés naturalmente). Isto vai intercalando, até às cenas de corpo inteiro que são de uns escassos milésimos de segundo, nos quais, mesmo que se seja um piloto de apaches e saiba controlar cada olho de forma independente e se tenham os reflexos visuais mais apurados de Dog Fight da Força Aérea Portuguesa, é se completamente incapaz de decifrar se a moça que está em bicos de pés é a nossa bela protagonista ou uma bailarina que sabe o que está a fazer. E para assegurarem que um gajo não consegue descortinar tal facto, ainda desfocam algumas dessas breves passagens… Dá que pensar não dá? Digam-me se estou errado.
Ah, e em relação ao facto de ela acabar o clip nua, apesar de não se ver nada (como é lógico), sinceramente essa cena, comigo não funciona…